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Humildade?



    Tem coisa mais chata que trombar com uma dessas pessoas que comem pão com mortadela Ceratti em casa, mas gostam de sair por aí bancando o caviar do rei do camarote - com champanhe que agrega valor? E se a ausência da nossa tão querida humildade já é pra lá de irritante em pessoas como o Alexander de Almeida - que tem trinta e cinco anos e é empresário -, o que dizer daqueles que não tem um tostão no bolso mas fazem uma Louis Vuitton em trinta e seis vezes no cartão, ou então viajam para o Paraíso Sun Fresh e passam o resto dos dias do ano regados a pão e ovo? 
    Sejamos sinceros: a grande maioria das pessoas que está lendo isso não ganha mais que cinco salários mínimos. Uma segunda grande parcela pode ter um salário bom, uma ótima casa e carro, mas não tem dinheiro sobrando para viajar para o Caribe nas férias. E os poucos que ainda tem condições de passar as férias no Caribe certamente almejam uma Ferrari mas podem não ter uma poupança para comprar. O que eu quero dizer é simples, uma verdade universal ridiculamente ignorada por muitos: a nossa realidade não é como a dos filmes americanos onde as pessoas viajam para Las Vegas nas vésperas do casamento ou passam lua-de-mel em Viena. Desculpe te desapontar e me desculpe se magoei seus sentimentos! 
    A grande maioria da população brasileira é composta por aqueles que trabalham duro todos os dias, suando para conquistar uma posição na empresa, sofrendo para um dia ser alguém. Estudando, trabalhando, aprendendo, se dedicando, ralando. As exceções normalmente se aplicam à extrema futilidade de pessoas que muitas vezes não fazem a menor questão de trabalhar - mas esbanjar é essencial -, ou de encarar uma batalha árdua em busca do sucesso e pensam que conquistarão o que desejam, eu não sei, talvez por tabela. Pessoas que só se relacionam com as outras em busca de dinheiro e status social. Pessoas que acham que a fortuna vem de uma árvore que pode ser plantada nos fundos de casa, desde que você tenha só marcas em seu closet. 
    Onde fica a humildade, produção? Com certeza você conhece alguém que visivelmente não tem condições de bancar as marcas que tem no armário ou os fins de semana pra lá de prolongados no litoral, ou ainda aquela balada top cuja o custo da consumação é maior do que o salário do indivíduo. Eu conheço alguns "alguéns" assim, você conhece alguém assim, todo mundo conhece alguém assim. Eles estão por toda a parte, o tempo todo, tanto que eu chego a pensar que esse pode ser um mal do brasileiro tão forte como pornografia na avenida (a.k.a. carnaval). E qual é a dessas pessoas? Fica a dica, se você que está lendo esse texto ficou um pouco sentido com alguma das palavras ditas anteriormente: todo mundo sabe exatamente quem você é, não importa o quanto você ostente - ou tente ostentar. 
    E sabe o que realmente agrega valor? A humildade. A simplicidade. O altruísmo (coisa que algumas pessoas não apenas desconhecem como palavra, mas também como o significado desse antônimo do egoísmo). Muito mais: 'vamos viver a vida e ser feliz!' E muito menos: 'vamos para a melhor pousada da melhor cidade com a melhor e mais cara balada'. Muito mais felicidade, muito menos ostentação. 
A vida é simples como uma cabana onde você pode passar um ótimo verão. Você é que coloca um preço nos momentos prazerosos que, na verdade, não possuem uma etiqueta ou qualquer tipo de status: são de graça e tão simplórios que você pode não perceber sua existência.

3 comentários :

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  2. OLA GLAMUROSA, TA ROLANDO SORTEIO...CONVIDA SUAS AMIGAS ...DO BLOG...FACE... ETC...BJOKAS E OBRIGADA - glamour2013.blogspot.com.br/2014/03/sorteio-de-8-cartelas-de-de-adesivos-de.html

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